Perfuração

Na indústria de petróleo e gás, a perfuração de poços é realizada por meio de uma sonda de perfuração. Nesta etapa, as rochas são perfuradas pela aplicação de força e rotação  a uma broca fixada na extremidade de uma coluna de perfuração, a qual consiste basicamente de comandos (tubos de paredes espessas) e tubos de perfuração (tubos de paredes finas). Durante o processo, formam-se cascalhos que são removidos através da injeção de fluido de perfuração ou lama para escoamento dos detrimentos através do anular do poço.  

Estes detrimentos contem fragmentos das rochas perfuradas e são analisadas pelos geólogos para identificar os tipos de rocha encontrados e anotar a profundidade de onde foram retiradas. Ao comparar os perfis de rochas encontrados em poços perfurados em uma mesma área é possível ter uma visão tridimensional da sequência de rochas nela existentes.

A lama de sondagem tem outra importante função: impedir que a água subterrânea e o gás ou petróleo eventualmente encontrados deixem as rochas em que estão e cheguem, à superfície durante a fase de perfuração. Mas, se mesmo havendo a lama isso ocorrer, dispositivos chamados blowout preventers, instalados na boca do poço, impedem que eles jorrem para fora do poço.

A Torre sustenta todas as cargas e permite a instalação dos demais equipamentos.

O bloco de coroamento suporta todas as cargas que lhe são transmitidas pelo cabo de perfuração (cabo de aço).

A catarina é suspensa pelo cabo de perfuração e na sua parte inferior há uma alça que prende o gancho. Juntamente com o bloco de coroamento, a catarina compõe um sistema de roldanas que irá movimentar a coluna de perfuração, permitindo a sua descida e subida no poço.

A coluna de perfuração fica suspensa no gancho pelo swivel, que permite a injeção do fluido de perfuração pelo interior da coluna, retornando pelo anular com os cascalhos perfurados. O sistema catarina-gancho é movimentado pela energia do guincho, que enrola e desenrola o cabo de perfuração, movimentando a coluna de perfuração.

A mesa rotativa transmite rotação à coluna de perfuração e a bomba de lama fornece energia suficiente para que o fluido de perfuração circule e transporte os cascalhos para fora do poço através do anular.

No Brasil, a perfuração de poços de óleo e gás iniciou onshore (em terra) na década de 30, sendo que a primeira descoberta ocorreu em 1939, em Lobato, Bahia. As perfurações offshore (em mar) iniciaram em 1968 e no ano seguinte ocorreu a primeira descoberta de petróleo na costa brasileira que deu origem ao Campo de Guaricema, em Sergipe. Em meados da década de 70, houve a primeira descoberta de óleo na Bacia de Campos, o que levou à expansão das perfurações nesta Bacia e a um grande número de descobertas. A Bacia de Santos é o grande destaque no desenvolvimento das bacias petrolíferas brasileiras, porque nela foram feitas descobertas gigantes na seção pré-sal.

Para a realização das perfurações em ambiente de águas ultra-profundas e sob altas pressões é necessária a utilização de sondas de perfuração adequadas. A indústria do petróleo oferece muitas opções de sondas que serão selecionadas de acordo com o objetivo de perfuração considerando características tais como locação, lâmina d´água a ser perfurada, profundidade final do poço, volume de produção e características do óleo esperado.

As sondas de perfuração podem ser  fixas ou flutuantes. Para saber mais sobre elas, clique aqui.

Existem quatro tipos de poços de petróleo: verticais, horizontais, direcionais e multilaterais e a decisão do tipo a ser perfurado depende da análise do custo da perfuração, da localização e das características do reservatório, bem como a localização da sonda disponível.

Os poços verticais são os poços perfurados verticalmente até a zona de interesse. A QGEP produz gás no Campo de Manati por meio deste tipo de poço.

Os poços direcionais são perfurados quando o objetivo é atingir uma zona de interesse que não se encontra verticalmente na direção da cabeça do poço.

Os poços horizontais são perfurados quando, além do objetivo de atingir uma zona que não se encontra verticalmente na direção da cabeça do poço tem-se o objetivo de maximizar o contato com o reservatório e, consequentemente, aumentar a produtividade do poço. Estes são os tipos de poços utilizados para a produção de óleo do Campo de Atlanta.

Para um mesmo projeto, poços verticais são os mais baratos e os horizontais os mais caros, mas este custo não é determinante na decisão já que a produtividade do poço pode variar muito de acordo com a metodologia utilizada. Os poços multilaterais são utilizados quando se quer produzir vários poços simultaneamente utilizando-se da mesma cabeça de poço. Poços verticais são mais comuns na fase exploratória, sendo também bastante utilizados para a produção em terra, uma vez que os custos de perfuração são menores do para poços offshore.  Os poços de produção de gás de Manati são verticais.

A perfuração de um poço é dividida em fases ao término das quais é necessário revestir a seção para prosseguir de forma segura com a próxima, repetindo-se este processo até atingir o objetivo final do poço. O revestimento nada mais é que uma coluna de menor diâmetro do que a broca utilizada para perfuração com a função de isolar o poço das formações e dar sustentação.

Última atualização em 2015-05-04T15:29:57

Downloads


Apagar este documento do carrinho
Limpar Lista Baixar Documentos