Bacia de Sergipe-Alagoas

Situada na margem continental da região nordeste do Brasil, abrange parte dos estados de Sergipe e Alagoas e possui área total em torno de , sendo em mar, até a cota batimétrica de , e na porção terrestre. A Bacia de Sergipe-Alagoas é limitada ao norte com a Bacia de Pernambuco-Paraíba e ao sul com a Bacia de Jacuípe. A produção média de óleo e gás no primeiro semestre de 2015 foi de cerca de por dia, provenientes de 32 campos em atividade, em média, neste período.

As atividades de exploração na Bacia foram iniciadas em 1935, com levantamentos geofísicos e com a perfuração do poço 2-AL-1, comandados pelo Conselho Nacional do Petróleo. A primeira descoberta comercial de petróleo ocorreu em 1957, através do poço TM-1-AL. Após 11 anos, ocorreu a primeira descoberta de petróleo no mar brasileiro, dando origem ao Campo de Guaricema, que produz óleo desde 1973. Em 2007, uma nova fronteira na Bacia foi desbravada, iniciando a produção de óleo leve em águas profundas no Campo de Piranema.

Dos seis mil poços perfurados até hoje na Bacia de Sergipe-Alagoas, cerca de 10% estão localizados offshore. As reservas totais de hidrocarbonetos da região são de aproximadamente 410 milhões de bbl de petróleo e de gás, de acordo com dados de 2014 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Sergipe-Alagoas ocupa cada vez mais posição de destaque dentre as bacias brasileiras devido ao seu alto índice de sucesso geológico, com sete descobertas em águas ultra profundas notificadas durante o primeiro semestre de 2015, em blocos oriundos da 6ª Rodada de Licitações. Foram submetidos sete planos de avaliação à ANP, dentre eles, destacam-se os de Moita Bonita, Barra e Farfan. Trata-se de seis acumulações em arenitos turbidíticos do Eocretáceo e uma nos reservatórios aptianos da Formação Muribeca.

Blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428

Na 13ª Rodada de Licitações da ANP, a QGEP adquiriu 100% de participação e operação em duas concessões localizadas na Bacia de Sergipe-Alagoas: os Blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428, com área total de .

Os prospectos identificados são do tipo pós-sal e os principais reservatórios até o momento são arenitos turbidíticos do Eocretáceo. Os blocos estão localizados entre e de distância da costa, em águas ultra profundas, com lâmina d’água entre e . São limitados a oeste com blocos onde ocorreram recentes descobertas de óleo leve de excelente qualidade, as quais se encontram em fase de delimitação. O fluido esperado na região é predominantemente óleo leve.

A QGEP ofertou R$100,0 milhões em bônus de assinatura pela participação nos dois blocos exploratórios, sendo R$63,9 milhões para o Bloco SEAL-M-351 e R$36,1 milhões para o Bloco SEAL-M-428, ambos os valores equivalentes ao bônus mínimo requerido na licitação. No programa exploratório mínimo (PEM) firmado com a ANP, há a previsão de aquisição de sísmica 3D para os dois blocos, o que deverá ser realizado nos próximos cinco anos, com investimento previsto entre US$15-20 milhões. Em relação ao conteúdo local, para ambos os blocos, o compromisso é de 37% na fase de exploração e 55% na fase de desenvolvimento.

Última atualização em 2017-10-16T14:59:19

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